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Terapia assistida por animais e transtornos do neurodesenvolvimento

Marinho, J. (2017). Terapia assistida por animais e transtornos do neurodesenvolvimento. Psicologia do Desenvolvimento, 17(3). Retirado de https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/revispsi/article/view/37702/26568

Este estudo permitiu perceber a relação criada entre o Homem e o animal, que apesar se permanecer desde a antiguidade, apenas atualmente ganhou importância, aumentando o número de estudos relativos aos benefícios desta relação e de terapias assistidas pelos diversos animais.

Este tipo de terapias potenciais para o desenvolvimento de crianças com dificuldades sociais, cognitivas e físicas. O tipo de intervenção pode variar de acordo com a problemática do individuo e os animais são também escolhidos de acordo com o tratamento estabelecido. Deste modo, existem animais que são mais adequados para determinados tratamentos, como por exemplo o cavalo ou o cão como mediador para a intervenção com crianças com Perturbação do Espetro do Autismo, Síndrome de Down e Deficiência Intelectual.

Por apresentarem benefícios no desenvolvimento da criança e no tratamento de diversas problemáticas, como por exemplo em crianças com Perturbação do Espetro do Autismo ou em casos de saúde mental infantil os profissionais da área da saúde, utilizam a Terapia Assistida por Animais nos seus pacientes em conjugação com o tratamento por eles realizado, sendo frequente a escolha do golfinho como mediador terapêutico.

Os golfinhos podem auxiliar em diversos níveis, permitindo melhorar aspetos de comunicação, bem como a manutenção dessas alterações a longo prazo, não sendo observadas regressões, após o término da intervenção. O contacto direto com este tipo de animais, conduz a melhorias significativas na comunicação verbal e não verbal, no desenvolvimento da motricidade fina e global e no desempenho cognitivo.  


Terapia Assistida por Golfinhos: Mudanças na Interação e Comunicação entre Crianças com dificiências Severas e os seus Cuidadores

Breitenbach,E., Stumpf, E., Fersen, L. e Ebert, H. (2015). Dolphin-Assisted Therapy: Changes in Interaction and Communication between Children with Severe Disabilities and Their Caregivers. Anthrozoös: A multidisciplinary journal of the interactions of people and animals, 22(3), 277-289. doi:10.2752/175303709x457612

Este estudo teve como finalidade avaliar a expressão da terapia assistida por golfinhos como mediador terapêutico em crianças com défices a nível social e de comunicativos. A escolha do animal centrou-se nas caraterísticas deste animal, que garantem uma interação afetiva e de empatia fulcral para o desenvolvimento da confiança durante a sessão.

Para a elaboração do presente estudo, objetivaram-se três grupos controlo e um grupo experimental. No grupo experimental, a interação com golfinhos foi sobrevalorizada, nesta terapia, os pais podiam intervir de forma tranquila, uma vez que o ambiente terapêutico propunha um contexto curativo.

O primeiro grupo de controlo, incluía uma terapia ambulatória, onde a única limitação imposta era a interação entre o individuo e os golfinhos. No segundo grupo de controlo, os pais, juntamente com as crianças podiam usufruir da interação com animais da quinta, em substituição dos golfinhos. E, por fim, o terceiro grupo não foi submetido a qualquer tipo de tratamento, terminando a intervenção nas mesmas condições que na fase inicial.

Após a realização de todos os tipos de tratamento concluiu-se que todos eles, apesar de distintos, revelaram sucesso terapêutico em diversas áreas. A linguagem e comunicação, o processamento e interpretação da linguagem não verbal, habilidades sociais e autoconfiança revelaram alterações vantajosas ao longo da terapia, melhorando crucialmente a expressão individual a estes níveis. 


Efeitos de um programa de interação com golfinhos em crianças com perturbações do espectro do autismo - uma pesquisa exploratória

Salgueiro, E., Nunes, L., Barros, A., Maroco, J., Salgueiro, A. e Santos, M. (2012).Effects of a dolphin interaction program on children with autism spectrum disorders - an exploratory research. BMC Research Notes, 5(1), 199. doi:10.1186/1756-0500-5-199

Este artigo refere-se a um programa desenvolvido com o intuito de desenvolver potenciais da criança, através da interação com golfinhos e da estimulação terapêutico.

O programa não afeta o quadro clínico geral das crianças-alvo, permitindo auxiliar no tratamento de pacientes com patologias ou distúrbios do desenvolvimento diversos, sendo o principal objetivo explorar o modo como a interação, em meio aquático, facilita o desenvolvimento de competências cognitivas e sociais em crianças com Perturbação do Espetro do Autismo (PEA).

A escolha dos golfinhos como mediador terapêutico centrou-se nas caraterísticas afetivas e positivas que este animal oferece. Os comportamentos cooperativos e vinculativos são bastante evidentes, oferecendo momentos de afeto bastante enriquecedores para desenvolver a socialização nestes indivíduos. Abraços, carícias e beijos são comportamentos frequentes destes animais, admitindo que a criança estabeleça uma relação empática com o golfinho-terapeuta.

Este estudo, na sua globalidade não permite confirmar o progresso do desenvolvimento resultante da intervenção com golfinhos. Apesar das melhorias ao nível dos domínios da motricidade fina, desempenho cognitivo, linguagem e comunicação em crianças com PEA, esse tipo de terapia necessita de investigação teórica e científica mais aprofundada, de modo a adequar e implementar programas preventivos, reabilitativos ou até mesmo na procura da cura para esta problemática. 

2019. Andreia Silva, Andreia Abreu, Cátia Lopes, Mariana Martins e Rita Palma
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